THE SMITHS e o maravilhoso “The Queen Is Dead”.

Amigos! Mais uma vez estamos aqui pra falar de Rock e dessa vez não será qualquer banda e nem qualquer álbum, dessa vez irei falar sobre uma das minhas bandas preferidas e de um dos álbuns mais importantes da história do Rock!

Sem dúvida uma banda que em seu breve período em atividade, ganhou milhares de fãs, respeito de toda a crítica especializada e até hoje todos clamam por sua volta, estou falando do The Smiths e de seu álbum maravilhoso, “The Queen Is Dead”, por ser muito fã da banda sou suspeito pra falar, mas diria que Morrissey, Johnny Marr e cia. fizeram o seu melhor trabalho e com ele ficaram marcados com uma das melhores bandas de todos os tempos.

O álbum foi considerado pela revista inglesa NME – New Music Express, como o maior álbum de todos os tempos em 2013, particularmente discordo, mas sem dúvida é um dos melhores.

“The Queen Is Dead” é o 3º álbum de estúdio dos Smiths e foi lançado em 16.06.1986, com uma foto do ator francês Alain Delon na capa, aproximadamente 37 minutos e cheio de Indie Rock e pós-punk.

O nome do álbum foi em virtude de um período em que a Inglaterra estava vivendo nos anos 80 e que a banda considerava como tedioso e cheio de tradições aristocráticas.

Gravando esse álbum, os Smiths consideraram que foi uma libertação desse período problemático, já que nas letras havia a já tradicional crítica ao sistema monárquico da Inglaterra.

A formação da banda era: Morrissey (Vocais), Johnny Marr (Guitarras), Andy Rourke (Baixo) e Mike Joyce (Bateria), a formação clássica da banda.

THE SMITHS “The Queen Is Dead”.

Faixas:

  1. The Queen Is Dead (6:24)
  2. Frankly, Mr. Shankly (2:17)
  3. I Know It´s Over (5:48)
  4. No Had No One Ever (3:36)
  5. Cemetry Gates (2:39)
  6. Bigmouth Strikes Again (3:12)
  7. The Boy With The Thorn In His Side (3:15)
  8. Vicar In a Tutu (2:21)
  9. There Is a Light That Never Goes Out (4:02)
  10. Some Girls Are Bigger Than Others (3:14)

Sobre as faixas, todas foram escritas pela dupla de gênios, Morrissey e Marr, quase todas se tornaram sucessos, apesar de que só foram lançados 03 compactos.

Então vou falar um pouco de cada faixa individualmente para ser mais justo. A primeira é uma porrada no aristocrático sistema monárquico inglês e na igreja, “The Queen Is Dead”, a faixa título do álbum, onde nos versos Morrissey mostra claramente seu descontentamento: “Her very lowness with her head in a sling, I’m truly sorry but it sounds like a wonderful thing / Vossa Excelentíssima Baixeza, com a cabeça numa forca, realmente sinto muito, mas isso soa como uma coisa maravilhosa.”

A banda está muito bem e claramente você percebe a mistura das guitarras de Johnny Marr, o baixo forte de Andy Rourke e Mike Joyce muito bem na bateria.

DIRE STRAITS e o emblemático “Brothers In Arms”.

“The Joshua Tree” (1987), clássico absoluto do U2!

Em sequencia vem “Frankly, Mr. Shankly”, onde novamente Morrissey mostra que não estava pra brincadeira, nessa canção ele ironiza Geoff Travis, o dono da sua gravadora, a Rough Trade Records, que lançou todos os discos da banda, mas que enfrentava problemas com os Smiths.

Foi uma maneira divertida que a banda encontrou para satirizar Travis, inclusive dando-lhe o pseudônimo de Mr. Shankly.

“I Know It´s Over” é uma balada bem ao estilo Morrissey, melancólica e triste, porém, brilhante. A letra fala da solidão do vocalista e ele pede a ajuda de sua mãe para superar esse momento.

Em “No Had No One Ever”, novamente Morrissey fala de sua solidão nessa canção triste, é mais uma balada dos Smiths.

“Cemetry Gates” é uma canção onde claramente percebe-se um dos principais gostos de Morrissey, o amor pela poesia. Notadamente um grande compositor, com muitas referências, em Cemetry Gates ele cita os poetas John Keats e William Butler Yates, mas a canção é dedicada ao héroi do vocalista, o poeta Oscar Wilde.

“Bigmouth Strikes Again” é mais uma dura crítica ao sistema político inglês. Morrissey escreveu essa música após a primeira ministra britânica Margareth Thatcher ter escapado ilesa de um atentado à bomba.

Logo após vem um dos maiores sucessos da banda, um clássico dos anos 80 e creio que o mais conhecido aqui no Brasil, “The Boy With The Thorn In His Side”, que ao contrário do que muita gente pensa, é uma crítica à industria musical, que não acreditava antes no potencial e nas palavras de Morrissey, ressentido ele fez essa canção como forma de protesto.

“Vicar In a Tutu” é uma sátira sobre um vigário que se divertia usando um saiote de bailarina.

Mais um dos grandes dos Smiths vem logo na sequência, “There Is a Light That Never Goes Out” é mais uma bela canção que fala sobre um passeio de carro com a pessoa amada, que nada poderia estragar, nem mesmo a morte.

É um clássico da banda, melodia belíssima e eleita pela revista inglesa NME como a 12ª melhor canção de todos os tempos.

“Some Girls Are Bigger Than Others” fecha o álbum e é outra bela canção da banda, cuja letra parafraseia o compacto de 1962 de Johnny Tillotson, “Envie-me o travesseiro que você sonha / Send me the pillow, that one that dream on” e faz uma referência ampla à comédia de 1964 ,”Carry On Cleo” (“Oooh, eu digo /  Ooh I Say”).

The Queen Is Dead” mostra os Smiths em sua melhor forma, com muita criatividade da dupla Morrissey / Marr nas composições e todos os membros da banda muito bem,

Johnny Marr carimbando seu status de excepcional guitarrista, com suas famosas melodias e riffs, sem dúvida um dos melhores de todos os tempos, além do poeta Morrissey, que mostrou todo seu repertório fantástico e gravou seu nome na história do rock, o que anos mais tarde se comprovaria em sua carreira solo.

É um álbum que você ouve sem parar e eu recomendo ouvir aquele que é um dos mais brilhantes discos da história do rock e de uma das maiores bandas de todos os tempos, The Smiths.

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