“Synchronicity”: álbum de despedida de THE POLICE.

Ao final de 1983 o THE POLICE era a maior banda de rock do mundo, muito devido ao sucesso do seu quinto e quem poderia acreditar, último álbum. “Synchronicity” foi lançado em 17.06.1983 e veio com novidades por parte da banda que nesse trabalho deixou um pouco o seu lado reggae, que foi a base dos últimos discos de The Police e acrescentou elementos como os sintetizadores e ritmos como a World Music, mostrando a versatilidade da banda, que inicialmente era punk, depois tocou reggae e ska e um pouco de new wave, mas sempre sendo um power trio de rock. Sting (Vocais, Baixo, teclados e saxofone), Andy Summers (Guitarra) e Stewart Copeland (Bateria e percussão), estavam no auge de sua forma, não somente pelas letras, linhas de baixo e vocais de Sting, mas também pelo enorme talento de Summers na guitarra, fazendo sempre belas bases que se encaixavam perfeitamente nas melodias e principalmente pelo virtuosismo de um dos melhores bateristas da história, Stewart Copeland.

O título “Synchronicity” foi graças a Sting, que estava lendo o livro “As Raízes da Coincidência” do autor Arthur Koestler, que citava a teoria da Sincronicidade de Carl Jung, que fala da existência de uma relação entre todos os eventos do planeta e seus impactos imediatos, isso chamou muito a atenção do baixista e ele compôs as canções do disco muito inspirado nessa teoria.

Naquele momento havia uma enorme briga de egos entre os integrantes e eles mal se falavam, tanto que nas gravações eles gravaram de forma separada seus instrumentos, para se ter uma ideia, até na capa do disco eles estão separados e ao todo existem 36 versões diferentes de capa. Ao todo são 10 faixas, em aproximadamente 44:18 minutos, apenas no lançamento em CD que são 11, com o acréscimo de “Murder By Numbers”. Com letras inteligentes que falam desde dinossauros, teoria da sincronicidade, relacionamentos, cotidiano, mitologia, mortes e amor.

Synchronicity The Police

Faixas:

  1. “Synchronicity I” (Sting) – 3:23
  2. “Walking On Your Footsteps” (Sting) – 3:36
  3. “O My God” (Sting) – 4:02
  4. “Mother” (Andy Summers) – 3:05
  5. “Miss Gradenko” (Stewart Copeland) – 2:00
  6. “Synchronicity II” (Sting) – 5:00
  7. “Every Breath You Take” (Sting) – 4:13
  8. “King Of Pain” (Sting) – 4:59
  9. “Wrapped Around Your Finger” (Sting) – 5:13
  10. “Tea In The Sahara” (Sting) – 4:11
  11. “Murder By Numbers” (Sting / Summers) – 4:36

Com relação às canções, vamos falar daquelas que tiveram mais destaque no álbum. “Synchronicity I” abre o álbum de maneira magistral e aí começa a viagem de Sting na teoria da sincronicidade, o inconsciente coletivo de Carl Jung. Com Copeland dando o ritmo da canção, alinhando-se ao vocal de Sting, o resultado foi muita intensidade. Nessa canção já há o uso claro de sintetizadores pela banda.

“Walking On Your Footsteps” fala da história dos dinossauros e de como o ser humano é idiota e que dessa forma irá no mesmo rumo dos dinossauros, ser extinto. Aqui já há uma mudança na sonoridade da banda em relação aos seus outros trabalhos, com o implemento da World Music. “Synchronicity II” novamente fala da teoria da sincronicidade amada por Sting, porém, agora ele fala da problemática que vive  um homem no seu cotidiano, beirando a loucura. A canção acabou se tornando um grande sucesso da banda e até copiada por várias mundo afora. Com sintetizadores, bateria bem marcada e Andy Summers sendo peça importante na faixa com belos riffs de guitarra e dando o tom, mas sempre em sincronia com Sting e Copeland. Logo em seguida viria aquele que seria o maior sucesso do disco, de toda a carreira do The Police, um dos um dos maiores dos anos 80 e porque não um dos maiores de todos os tempos?

“Blood Sugar Sex Magik” (1991), obra-prima do RED HOT CHILI PEPPERS!

Rock clássico com FLEETWOOD MAC com seu Best Seller “Rumours”.

“Every Breath You Take” fala de amor, ciúmes e obsessão, com um arranjo lindíssimo e um riff inesquecível de Andy Summers, foi feita por Sting após sua separação e seria uma das três canções que ele fez nesse período e que foram pro álbum. Essa canção foi o maior sucesso do ano de 1983 nos EUA e Reino Unido, sendo que ficou em primeiro lugar nas paradas de sucesso da Billboard por 08 semanas e foi a única música do Police a conseguir tal feito. Foi nomeada para 03 prêmios Grammy e ganhou 02 (Melhor Canção do Ano e Melhor Performance Pop por um Grupo). Fala-se que essa canção gerou entre um terço e um quarto da receita de publicação musical de Sting. “Every Breath You Take” ficou na posição de nº 84 dentre as 500 maiores músicas de todos os tempos feita pela revista americana Rolling Stone e também está incluída entre as 500 músicas do Hall da Fama do Rock N’ Roll, foi regravada diversas vezes por vários artistas como Maroon 5, Puffy Daddy, KD Lang, dentre outros, é literalmente um clássico!

“King Of Pain” foi mais um grande sucesso do álbum e é mais uma das canções que Sting compôs em seu período pós-separação da atriz Francis Tomelty. Com uma letra maravilhosa, ela mostra todo o talento de Copeland na bateria e Summers nos riffs de guitarra, fazendo que como a harmonia entre os músicos ficasse evidente novamente, uma tônica do álbum. É mais uma canção muito regravada, as mais famosas delas com as cantoras Alanis Morissette em seu acústico MTV de 1999 e com Lady Gaga em um festival em 2011, com Sting nos vocais. Fechando os grandes sucessos desse álbum, temos

“Wrapped Around Your Finger” que é recheada de história e mitologia, além de ser a terceira das canções compostas por Sting em seu período pós-separação.

Como falamos no começo desse post, quem diria que esse seria o último álbum do The Police, pois podemos dizer que a banda acabou em seu ápice e com um belo álbum. Mesmo com seus integrantes brigando o tempo todo durante esse disco, chegando ao ponto de saírem às vias de fato (Sting e Copeland), o resultado foi de fato um sincronismo perfeito entre eles na hora de fazer o que eles faziam melhor, tocar. Fizeram os shows promocionais do álbum e logo após a banda acabaria, graças aos enormes egos principalmente de Sting e Stewart Copeland. “Synchronicity” foi o álbum que desbancou “Thriller” de Michael Jackson nas paradas e por lá ficou por várias semanas consecutivas, vendeu cerca de nove milhões de cópias, sendo o álbum mais vendido da banda e aquele que a fez virar uma febre mundial dali em diante, pena que por pouco tempo. É um clássico do rock que merece destaque e sempre ser ouvido, pois dali saíram vários dos maiores sucessos da banda, como ” Synchronicity II”, “King Of Pain”, “Wrapped Around Your Finger” e um dos maiores sucessos da história da música, “Every Breath You Take”.

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