“All The Best!” coletânea do mito PAUL McCARTNEY.

Poucos artistas tiveram tanta importância na cultura pop quanto SIR James Paul McCartney, o eterno baixista, vocalista e um dos compositores dos Beatles. Ao lado do amigo John Lennon, formou a maior dupla de compositores da história da música, a famosa marca registrada Lennon & McCartney, presente na grande maioria das músicas dos Fab Four. Paul seguiu sua carreira e em 1971, um ano após o final dos Beatles, ele formou o grupo Wings, ao lado de sua então esposa Linda McCartney, e obteve muito sucesso durante os dez anos de atividade da banda. Lançou vários álbuns após esse período e ainda está em atividade, em plena forma fazendo shows mundo afora.

Em 02.11.1987, McCartney lançou sua segunda coletânea de sucessos chamada “All The Best!”, a primeira com os sucessos de sua carreira solo e da sua carreira com os Wings, já que a primeira coletânea foi lançada somente com canções da época de Wings. Esse trabalho foi lançado em diferentes versões, nos Estados Unidos foram 17 faixas em vinil e em CD, já para o resto do mundo foram 20 faixas em vinil e 17 em CD.

São quase 1 hora e 27 minutos de Paul McCartney na sua melhor fase pós-Beatles, mostrando que além de um excepcional compositor (não por acaso foi eleito em 1979 pelo Guiness Book o maior compositor de todos os tempos), é um músico completo, uma referência como multi-instrumentista e principalmente no instrumento em que ele é mestre, o baixo. Paul esteve muito bem acompanhado durante esse período de 1971-1987 e nesse álbum podemos ver suas grandes parcerias com Stevie Wonder, David Gilmour (Pink Floyd) e Michael Jackson. Além deles, temos Denny Laine (Guitarra/Backing Vocal), Denny Seiwell (Bateria) e sua esposa Linda McCartney (Teclados e Backing Vocal), que fizeram parte dos Wings em sua maior parte.

Paul McCartney All The Best
Fonte: GOOGLE.

FAIXAS:

1. “Jet” (Paul McCartney / Linda McCartney) – 4:08
2. “Band On The Run”  (P. McCartney / L. McCartney) – 5:11
3. “Coming Up”  (P. McCartney) – 3:51
4. “Ebony And Ivory”  (P. McCartney) – 3:41
5. “Listen To The Man Said” (P. McCartney / L. McCartney) – 3:55
6. “No More Lonely Nights” (P. McCartney) – 4:38
7. “Silly Love Songs” (P. McCartney / L. McCartney) – 5:54
8. “Let’ Em In” (P. McCartney / L. McCartney) – 5:09
9. “C Moon” (P. McCartney / L. McCartney) – 4:33
10. “Pipes Of Peace” (P. McCartney) – 3:24
11. “Live And Let Die” (P. McCartney / L. McCartney) – 3:11
12. “Another Day” (P. McCartney / L. McCartney) – 3:41
13. “Once Upon a Long Ago” (P. McCartney) – 4:09
14. “Say Say Say” (P. McCartney / Michael Jackson) – 3:55
15. “My Love” (P. McCartney / L. McCartney) – 4:08
16. “We All Stand Together” (P. McCartney) – 4:23
17. “Mull Of Kintyre” (P. McCartney / Denny Laine) – 4:44

Como é uma coletânea, vamos dar mais destaque para aquelas que foram hits mundiais e são muito conhecidas pelo grande público. A faixa de abertura é “Jet” canção bem rock n’ roll do álbum “Band On The Run” (1973), a origem dessa canção gera dúvidas, pois na grande maioria das publicações fala-se que foi inspirada no cachorro labrador de Paul McCartney, chamado Jet e outras já falam num pônei que Paul também teve e até na experiência que ele teve ao conhecer o pai de Linda, sua primeira esposa. “Band On The Run” é a faixa título do álbum lançado em 1973, talvez até o melhor da carreira solo de Paul e um dos grandes clássicos dos Wings. A canção tem um mix de ritmos, ela começa de um jeito e termina de outro, sempre tendo o rock como base principal, lento e depois acelerado, numa batida as vezes mais funk e folk, mas genial em todos os seus tempos. A letra tem várias inspirações que vão desde os Beatles e os tempos em que eles tinham muito problema com a Apple e queriam fugir daquilo, até os problemas que os artistas tinham nos anos 60 e 70 com as drogas, que muitos não conseguiam largar o vício. É um tema que tem a ver com liberdade e fuga, sair daquele estado ruim que se encontra. A gravação dessa faixa foi em Lagos, capital da Nigéria, e o casal McCartney teve a fita roubada num assalto, porém, posteriormente conseguiram regravar as partes roubadas em Londres. É sem dúvidas uma das melhores canções da carreira solo de Paul McCartney.

“Coming Up” é um single do álbum “McCartney II” (1980) e teve Paul tocando todos os instrumentos e fazendo os vocais ao lado da esposa Linda. No videoclipe eles fazem uma paródia com essa situação, onde Paul aparece multifacetado tocando vários instrumentos e Linda o acompanhando. No clipe, no bumbo da bateria a banda está identificada como “The Plastic Macs” o que é uma menção à Plastic Ono Band, banda de Lennon. Segundo Paul, é uma canção que John Lennon gostou de ter ouvido e isso o fez voltar a gravar em 1980. A seguir uma das mais belas canções da carreira de Paul, “Ebony And Ivory”, que gravou ao lado do maravilhoso Stevie Wonder e faz parte do álbum “Tug Of War” (1982), cuja letra cita questões de igualdade racial, de como as pessoas podem viver em perfeita harmonia, andar juntas independente de qualquer coisa. A canção foi sucesso internacional para ambos e marca uma das grandes parcerias de Paul ao longo de sua carreira. “No More Lonely Nights“, é um single lançado em 1984 e fez parte da trilha sonora do filme “Give My Regards To Broad Street”, que foi lançado por Paul e foi um verdadeiro fiasco! O que se salvou realmente foi a trilha sonora desse filme, que conta com canções dos Beatles e da carreira solo de Paul McCartney. A canção romântica tem um convidado ilustre nas guitarras, David Gilmour, o lendário guitarrista do Pink Floyd que deu um show! Outro ilustre convidado aparece no videoclipe da canção e no filme, o velho amigo Ringo Starr.

“Silly Love Songs” é mais uma dos tempos de Wings, lançada no álbum “Wings At The Speed Of Sound” (1976) , é uma crítica de Paul em resposta aos críticos musicais que falavam que ele só escrevia canções bobas de amor ou lama sentimental, e a resposta veio direta e amada pelos fãs que a colocaram em primeiro lugar nas paradas de sucesso, sendo a 27ª canção dele a atingir o topo como compositor, um recorde à época. Apesar de ser uma balada, ela teve seus arranjos mais disco, funk e bem harmoniosa, mostrando todo o talento de Paul no baixo e Joe English na bateria, maravilhosa canção. “Pipes Of Peace” é uma canção do álbum de mesmo nome lançado em 1983 e é considerada uma canção anti-guerra, com sua letra falando de paz entre os povos, amor, alegria, destinos da raça humana e do planeta terra. O videoclipe é icônico e foi gravado remetendo à trégua de Natal entre tropas alemãs e britânicas em 1914, onde Paul interpreta os dois lados. No vídeo, os soldados trocam fotos de seus entes queridos, enquanto outros soldados confraternizam e jogam futebol. Quando uma explosão de uma bomba força os dois exércitos a se retirarem para suas próprias trincheiras, porém, ambos percebem que ainda têm as imagens uns dos outros, um vídeo marcante. Logo a seguir uma das mais famosas trilhas sonoras de filmes da história do cinema, “Live And Let Die”, que foi encomendada especialmente para o filme de James Bond e foi a trilha mais conhecida de todos os filmes do agente 007. O Guns N’ Roses regravou essa canção em 1991 e também teve muito sucesso, talvez até mais que Paul McCartney, tanto que ambos foram nomeados para o Grammy Awards. Ela também foi indicada ao Oscar, mas não ganhou. Em 2012, Paul McCartney recebeu o prêmio Million-Air da Broadcast Music, Inc., por mais de 4 milhões de apresentações da música nos Estados Unidos.

“The Joshua Tree” (1987), clássico absoluto do U2!

“Violator” (1990), uma obra-prima do DEPECHE MODE!

“Another Day” é uma canção do álbum “Ram” (1971), mas foi gravada ainda nos tempos dos Beatles, nas sessões do álbum Let It Be (1970). A letra basicamente descreve a tristeza da rotina de uma mulher na sua casa e em seu trabalho. “Say Say Say” uma canção de amor pop que foi lançada em 1983 no álbum “Pipes Of Piece”, sendo mais um grande sucesso de Paul e novamente ele estava bem acompanhado, dessa vez com aquele que já era uma lenda naqueles tempos, Michael Jackson. A canção foi um enorme sucesso mundial e certamente uma das maiores dos anos 80, sendo muito lembrada até hoje. Jackson e McCartney gravaram várias canções juntos e antes dessa eles já haviam gravado “The Girl Is Mine” em 1982, para o álbum “Thriller” de Jackson. Foi uma canção marcante para os dois artistas, tanto que Jackson com ela teve o seu sétimo hit seguido no topo das paradas em menos de um ano. Ela foi primeiro lugar no mundo todo, em 2013 foi eleita a 41ª canção de maior sucesso em todos os tempos numa eleição da revista Billboard e a nona melhor colaboração de todos os tempos numa eleição da revista Rolling Stone. Outro ponto marcante foi o videoclipe em que Paul e Jackson (Mac and Jack), aparecem como trapaceiros e enganam uma comunidade vendendo produtos. A letra da música foi composta em sua maioria por Jackson e depois ele repassou à Paul, que à época estava finalizando “Tug Of War”, seu primeiro álbum após o final dos Wings. Ambos ficaram muito amigos e certa noite durante um jantar, Paul McCartney trouxe um livro que mostrava todas as músicas das quais ele possuía os direitos de publicação e disse à Jackson: “Esta é a maneira de ganhar muito dinheiro”. “Toda vez que alguém grava uma dessas músicas, eu sou pago. Toda vez que alguém toca essas músicas no rádio, ou em performances ao vivo, eu sou pago.” Graças a essas palavras de McCartney, Michael Jackson comprou os direitos da ATV Music Publishing em 1985, que continha todo o catálogo dos Beatles e isso acabou gerando um grande atrito entre ambos, deixando McCartney muito irritado e depois disso eles se afastaram.

“All The Best!” é uma grande porta de entrada para quem não conhece a obra do genial Paul McCartney, nele temos grandes sucessos de sua carreira solo e com os Wings, entre os anos 70 e 80, e podemos observar toda a diversidade musical de Paul, seja com baladas, ou rock, ou pop, sempre bem acompanhado, tocando bem vários instrumentos e com excelentes letras. Esse trabalho mostra porque ele se transformou numa lenda da música e se manteve importante desde os Beatles. Por essas e outras, que SIR James Paul McCartney é idolatrado mundialmente desde 1960 e será lembrado para sempre como um dos maiores artistas de todos os tempos. RECOMENDO!.

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