“The Number Of The Beast” (1982) o grande clássico do IRON MAIDEN!

O Heavy Metal estava em pleno auge no ano de 1982 e algumas bandas famosas que iniciaram o movimento, ainda estavam em atividade como o Black Sabbath, Judas Priest e Motorhead, porém, outras que iniciaram esse movimento já haviam encerrado atividades. O Iron Maiden já havia lançado dois discos desde a sua formação em 1975 e em 1982 passava por mudanças significativas no grupo, que consequentemente influenciariam no seu som, o que mais a frente seria muito importante para o sucesso da banda. Steve Harris, baixista e grande líder da banda, trocou o vocalista Paul Di’Anno devido aos constantes problemas que este estava trazendo à banda e em seu lugar entrou o ex-vocalista da banda Samson, Bruce Dickinson, dali em diante a banda estava pronta para lançar mais um álbum, o que acabou acontecendo e The Number Of The Beast” foi lançado em 22.03.1982. O sucesso foi tão grande que ele se tornou o álbum mais vendido até hoje em toda a carreira do Iron Maiden, um clássico do Heavy Metal e de toda a história do Rock.

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São apenas 08 faixas, em aproximadamente 39 minutos do mais puro Heavy Metal, cheio de letras dos mais variados temas, que vão desde invasão nórdica, crianças com poderes psíquicos, serviço secreto britânico, gangsters, prostituição, massacre de pessoas, enforcamento e como sempre morte, coisa que é frequente nas canções do Heavy Metal, mas com “The Number Of The Beast” a mídia americana pegou pesado, pois a banda foi taxada como satânica graças a algumas letras e principalmente pela capa do disco que trazia a imagem de Eddie, o mascote da banda, controlando o diabo como um fantoche, enquanto o diabo também controla um Eddie menor, isso foi o estopim para os religiosos detonarem a banda, porém, essa polêmica toda acabou sendo benéfica ao Iron Maiden, que acabou ganhando muita publicidade e isso fez com que as vendas do álbum fossem maiores. A nova formação do Iron Maiden: BRUCE DICKINSON (Vocais), STEVE HARRIS (Baixo), DAVE MURRAY (Guitarra), ADRIAN SMITH (Guitarra) e CLIVE BURR (Bateria). As canções são em sua maioria feitas por Steve Harris, exceto onde indicado.

Iron Maiden

FAIXAS:

  1. “Invaders” (Steve Harris) – 3:22
  2. “Children Of The Damned” (Harris) – 4:33
  3. “The Prisioner” (Adrian Smith / Harris) – 6:00
  4. “22 Acacia Avenue” (Smith / Harris) – 6:34
  5. “The Number Of The Beast” (Harris) – 4:49
  6. “Run To The Hills” (Harris) – 3:50
  7. “Gangland” (Smith / Clive Burr) – 3:47
  8. “Hallowed By The Name” (Harris) – 7:10

Grandes sucessos de toda a carreira da banda estão nesse álbum, como por exemplo “22 Acacia Avenue” (Avenida Acacia 22) que é uma continuação de “Charlotte, The Harlot” sucesso do primeiro álbum da banda “Iron Maiden” (1980), que é a história de uma prostituta chamada Charlotte e foi continuada nesse álbum. Acacia Avenue dá nome para mais de 60 ruas no Reino Unido. A Acacia Road é a rua mais próxima onde Steve Harris nasceu, Leytonstone, em Londres. Uma das maiores canções da história do Rock está nesse álbum e talvez seja uma das maiores polêmicas também, estou falando da faixa título “The Number Of The Beast” (O Número da Besta), “The Beast” que seria dali em diante quase que um nome alternativo para a banda, pois está em vários nomes de trabalhos da banda como discos, turnês, dentre outras coisas. Essa canção foi inspirada num pesadelo que Harris teve após ver o filme “Damien: Omen II” (A Profecia 2) e também no poema “Tam O´Shanter”, do escocês Robert Burns, que descreve seus hábitos e modos inadequados, principalmente com sua esposa, além de ver bruxos e o diabo tocando gaita na frente de uma igreja. Nessa canção vê-se o porque que Bruce Dickinson é uma lenda do Metal e de toda a história do Rock, com o seu famoso grito logo após a introdução da música, simplesmente animal!. Dickinson fala que o produtor Martin Birch o forçava a cantar várias vezes durante horas, justamente para treinar o grito, outra curiosidade é a famosa introdução da canção, que muita gente acha que é feita pelo mesmo ator que fez a lendária locução ao final de “Thriller” de Michael Jackson, Vincent Price, mas não é ele e sim do ator Barry Clayton, pois Price falou que não faria por menos de 25.000 Libras. Ainda falando da introdução, ela foi  foi tirada diretamente do livro do Apocalipse (12:12) e (13:18) e mesmo com isso tudo é uma das letras mais polêmicas letras da banda e talvez o seu maior sucesso da carreira. O Videoclipe também é cheio de cenas de monstros, feras e referência ao número 666, o número da besta. Também teve polêmica com o vídeo, quando a MTV Americana o exibiu pela primeira vez, houve muita reclamação com a aparição de Eddie no final e teve que ser editado posteriormente. A saber, a banda não tem nada de satânica. “Run To The Hills” (Correr para as montanhas) é outro clássico da história do Iron Maiden e fala sobre um massacre de nativos americanos durante uma expulsão forçada deles para o Oeste dos EUA, após as 13 colônias conseguirem a separação da Grã-Bretanha. Seriam tribos indígenas que foram dizimadas, inclusive até com tons de nazismo, uma barbaridade que estaria escrita num manifesto chamado 1840, onde falava que eles eram predestinados pelo Deus deles a dominar a América – matando, invadindo e escravizando os demais povos “inferiores”. Fechando o álbum temos “Hollowed By The Name”, (Santificado seja o vosso nome) outro grande sucesso da banda e uma das maiores da história do Metal, que fala a história de uma pessoa que está presa e condenada à morte. A letra de Harris fala por si só: ” Por fim, esperando em sua cela, quando os sinos começam a tocar, sem muito tempo para pensar na vida passada, pois às 5 horas o levarão para a forca, as areias do tempo estão acabando, devagar… “. É uma canção longa, considerada um épico e que todos os integrantes da banda gostam muito.

“The Number Of The Beast” marcou a carreira do Iron Maiden, do Heavy Metal e da história do Rock, pois é um dos álbuns mais aclamados pela crítica e público, sempre está na lista dos melhores de todos os tempos e vendeu mais de 14 milhões de cópias no mundo todo, sendo o álbum mais vendido da “Donzela de Ferro” até hoje. Esse disco foi o primeiro trabalho de Dickinson com a banda e também foi o último de Clive Burr na bateria, sendo substituído por Nicko McBrain, que está até hoje no Iron. Enfim, é um disco clássico e merece ser sempre ouvido, graças a ele que o Iron Maiden começou a ter tantos fãs no mundo todo, uma idolatria sem tamanho e que só aumenta com o passar dos anos. RECOMENDO!

7 thoughts on ““The Number Of The Beast” (1982) o grande clássico do IRON MAIDEN!

  • 27 de março de 2019 em 11:36
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    Obrigado.Eu aprecio o esforço colocado neste site e vai visitar aqui mais vezes.

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    • 15 de abril de 2019 em 19:58
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      Volte sempre amigo!

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      • 17 de maio de 2019 em 12:02
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        Para mim este disco não é o melhor do Iron Maiden como muitos dizem, mas que tornou-se um clássico do rock mundial, disso eu não discordo. Pra quem quer conhecer a banda, The Number of the Beast é mais que recomendado!
        PS: O melhor disco do Maiden para mim é Powerslave (1984).

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        • 18 de maio de 2019 em 13:40
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          Isso aí Igor, sem dúvidas é um dos grandes discos do Iron, um clássico! Valeu pela visita!

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          • 15 de junho de 2019 em 23:13
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            Aí tá certo, chefe! Me desculpe por repetir o meu comentário abaixo… É que eu pensei que seria publicado na hora! Tem como excluir e deixar só o que comentei acima?

          • 22 de junho de 2019 em 13:46
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            Fica frio meu amigo! Volte sempre aqui no site!

  • 17 de maio de 2019 em 12:02
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    Para mim este disco não é o melhor do Iron Maiden como muitos dizem, mas que tornou-se um clássico do rock mundial, disso eu não discordo. Pra quem quer conhecer a banda, The Number of the Beast é mais que recomendado!
    PS: O melhor disco do Maiden para mim é Powerslave (1984).

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