O Papa é Pop! ENGENHEIROS DO HAWAII e o Rock Nacional.

Olá amigos, hoje gostaria de falar de rock nacional com vocês, falar da  minha banda preferida, Engenheiros do Hawaii, e o álbum escolhido por mim foi “O Papa é Pop”, o 4º álbum de estúdio da banda e que foi lançado em Outubro de 1990, nos formatos LP, K7 e CD.

Eu tinha 11 anos na época e ouvi muito esse disco, foi um daqueles que marcou muito e fez um tremendo sucesso. Naquele ano os Engenheiros foram considerados os maiores do rock nacional pelas revistas Bizz e Veja.

A formação dos Engenheiros para este álbum foi: Humberto Gessinger (Vocais, baixo e piano), Augusto Licks (Guitarra, Violão e Teclados) e Carlos Maltz (Bateria), a formação clássica da banda e mais conhecida do público.

Engenheiros do Hawaii O Papa é Pop

O nome do disco foi dado após Humberto durante uma visita na casa do político gaúcho, Leonel Brizola, observar uma foto do papa João Paulo II tomando chimarrão, depois ele lembrou de uma outra foto do papa com a bandeira do Flamengo numa limusine e aí percebeu que até o papa era pop.

É um álbum com 11 faixas em aproximadamente 47 min e letras que falam sobre política, amor e experiências pessoais, além de belas melodias e sonoridade diferente dos discos anteriores, sendo este literalmente um álbum mais pop que os lançados por eles até então.

Rock Brasil com “Cabeça Dinossauro” (1986), uma obra-prima dos TITÃS!

“Fruto Proibido” (1975), a obra-prima da Rainha do Rock Brasileiro, RITA LEE.

No disco percebe-se principalmente o uso de bateria eletrônica e teclados, mas isso não foi problema para o sucesso do disco que obteve boas vendas, chegando a mais de 500 mil cópias e se tornando o disco mais vendido dos Engenheiros.

A primeira faixa do disco é “O Exército de um Homem Só I“, que se tornou um dos grandes hits da banda e que no mesmo disco possui sua continuação em “O Exército de um Homem Só II“, logo em seguida vem “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones“, que foi a 1ª música gravada pela banda que não era de sua própria autoria, a versão original foi gravada pelo italiano Gianni Morandi em 1966 com o nome “C’ era Un Ragazzo Che Come Me Amava I Beatles I Rolling Stones” e que no ano seguintes teve uma versão em português pela banda Os Incríveis. Era um garoto… se tornou um dos maiores sucessos dos Engenheiros e até hoje é uma das músicas mais pedida em shows do Humberto pelos fãs.

Outro hit desse disco foi “Pra Ser Sincero” que também se tornou um enorme sucesso e bem conhecida do grande público. A faixa título

O Papa é Pop” também se tornou um grande sucesso e o nome veio de um livro do escritor Moacyr Sciliar de 1973. Uma curiosidade sobre essa música é que no encarte do disco, há um pedido de desculpas à Lulu Santos, a quem Gessinger na época chamou de “Enterteiner”, pessoa que fazia música apenas para entretenimento. Lulu Santos quando soube, se referiu a Gessinger como “Alemão Nazista”. Pouco depois foi desfeito esse mal-entendido.

Outras faixas merecem destaque como “Olhos Iguais aos Seus“, “A violência travestida faz seu trottoir“, com participação de Patricia Marx, ex-Trem da Alegria e “Perfeita Simetria“, cuja melodia e arranjo são os mesmos da faixa “O Papa é Pop”, porém com letras bem diferentes e também obteve sucesso. É uma das minhas músicas preferidas do disco.

Enfim, nesse clássico álbum pode-se ver a banda tocando muito bem, com Humberto Gessinger sendo brilhante nas composições e vocais, Augusto Licks com grandes melodias e solos nas guitarras, se solidificando como um dos melhores guitarristas do país e Carlos Maltz, mesmo na bateria eletrônica, sendo fundamental para o som da banda. Mais um grande disco dos gaúchos do Engenheiros do Hawaii.

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